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  • Quantos kilos engordei na gravidez do Tomás

    Perdi a conta à quantidade de vezes que ouvi esta pergunta quando estava à espera do Tomás.

    Confesso que nunca percebi porque era um assunto de interesse público. Nem sequer percebi o que é que esta questão acrescentava a quem me perguntava. Ouvi esta pergunta não só de pessoas próximas como de gente com quem não tinha qualquer relação e a verdade é que ainda hoje me questiono porque é que quando estamos à espera de bebé este é dos assuntos que suscita mais curiosidade nas pessoas à nossa volta.

    Quanto é que já engordaste?

    Esta foi a pergunta que me acompanhou durante 9 meses. E ainda hoje me pergunto o que há de tão pertinente neste assunto, quando somos todas mulheres diferentes com estruturas e tipos de corpo diferentes e com circunstâncias de vida muito próprias. Não há uma gravidez igual à outra, então para quê comparar o incomparável?

    Tive de facto, aquilo que se chama uma gravidez abençoada. Sei que não é a experiência de muita gente, mas a minha, ao contrário do que eu tinha imaginado durante toda a minha vida foi espetacular. Posso dizer-vos que foi a fase da minha vida que me senti mais bonita, mais realizada, mais completa.

    As mudanças do meu corpo foram recebidas sempre com muita curiosidade e alegria e todo o caminho dos nove meses de gravidez foi uma experiência muito positiva.

    Achei sempre que quando engravidasse seria um descontrolo. Que engordaria imenso, que ia ter péssimo feitio, que estaria pesada muito cedo e que provavelmente não iria gostar de me ver grávida. Na verdade foi tudo ao contrário. Mais uma vez a vida se encarregou de me mostrar que não vale a pena criarmos expectativas sobre nada, para o bem ou para o mal, será o que tiver de ser.

    Lembro-me de ler um post no instagram da Júlia Belard, sobre este mesmo tema. Ler o que escreveu e ficar perplexa, a Júlia nesse post contava que tinha engordado muito pouco na gravidez do Matias. Confesso que na altura achei um feito chegar ao fim de uma gravidez com tão poucos kilos.

    Quando engravidei do Tomás não fiz grandes expectativas sobre este assunto, sinceramente, acho-o um não assunto. Para mim o que realmente importava era estar o mais saudável possível, comendo da forma mais equilibrada durante os nove meses. O meu grande calcanhar de Aquiles, comer de forma equilibrada. Por isso mesmo nunca me foquei no quanto iria ou esperava engordar, mas sim no que iria comer e como iria comer. A minha maior obsessão é que nenhum nutriente faltasse ao Tomás e isso levou-me a comer muito melhor do que alguma vez o fizera.

    Posso dizer-vos que desde o dia que me pesei a primeira vez na consulta com a minha obstetra até ao dia antes do Tomás nascer a balança marcou mais 6kg. Cheguei ao fim da gravidez com mais 6kg. Deixo-vos a fotografia do meu boletim de grávida que prova isso – apesar da última data registada no boletim não ser a da última consulta, na qual fiz questão de me pesar para confirmar se tinha ganho algum kilo nesses últimos dias.

    Rebobinando um bocadinho, quando tive essa primeira consulta com a minha obstetra e me pesei a balança marcava mais kgs do que eu gostaria de ter naquela fase. Ou seja eu arranquei para a minha gravidez, com peso a mais, logo se pensarmos bem, foram kgs que já lá estavam antes e que os teria ganho com certeza se não os tivesse já instalados.

    Outras duas razões que contribuíram para este aumento de peso ser tão controlado foram o facto de ter perdido completamente a fome durante a gravidez e ter ido logo que soube que tinha engravidado a uma consulta de nutrição. Liguei à Ágata Roquete, que me acompanhou enquanto nutricionista em muitas fases da minha vida e que sem dúvida era a pessoa certa para me ajudar a fazer o caminho da gravidez sem grandes exageros. Faço questão de a mencionar aqui porque além de minha nutricionista é minha amiga e segue grávidas há muitos anos na clínica dela, estando muito habituada aos desafios alimentares da gravidez.

    Voltando atrás, um mês depois de me ter pesado pela primeira vez, ou seja, na segunda consulta da gravidez, eu pesava menos 2kg que no primeiro mês, mas sentia-me ótima, sabia que tinha feito tudo certinho, refeições todas diversificadas com todos os alimentos que me indicava a minha obstetra e por isso estava de consciência tranquila. Na verdade a minha médica não se preocupou nada, porque eu sentia-me ótima e o Tomás também tinha a evolução esperada. Esses 2kg perdidos provavelmente deram-me vantagem para o resto da gravidez. Fiz escolhas saudáveis, esse foi o meu segredo, além de ir com peso a mais para a gravidez, mas não fui fundamentalista. Quando me apeteceu um gelado, um chocolate (os meus dois maiores desejos na gravidez), comi sem remorsos.

    Não falei disto durante a gravidez porque há muitas teorias e julgamentos sobre este tema. Seja porque engordámos demais aos olhos dos outros, seja porque engordámos de menos e por isso o bebé vai sair prejudicado. O Tomás nasceu com 3,040kg, saudável, com os índices todos expectáveis e eu pude gozar uma gravidez ativa até ao fim. Sobre o desporto, não fiz. Troquei a mota por andar a pé logo no princípio e isso foi o meu exercício físico. Tentava cumprir 45min a 1h por dia. Fui aconselhada a não fazer exercício físico de impacto e mesmo os exercícios que aparentemente não estariam relacionados com a barriga não eram aconselhados uma vez que mal feitos podiam exercer pressão na mesma. Isto deveu-se ao meu historial de perda de gravidez anterior e ao facto de ter parado todo o desporto que estava a fazer no mês antes de engravidar. Mais uma vez aqui, cada caso é um caso e para quem treina muito não faria qualquer sentido interromper.

    Este post, além de responder a algumas pessoas que me perguntaram sobre este assunto e eu não me quis pronunciar, serve sobretudo para dizer-vos que cada mulher é única e vive a gravidez da maneira que for melhor para ela. Engordar mais ou menos não nos define, nem define o tipo de parto que vamos ter. Claro que importa sermos a nossa melhor versão durante a gravidez e sobretudo fazermos um esforço para optarmos por escolhas saudáveis, se assim for e os kilos na balança insistirem em aparecer à velocidade da luz, também está tudo certo. O importante é percebermos que tudo aquilo que escolhemos comer durante os nove meses tem impacto direto e definirá muito do que serão os nossos bebés e só por isso já vale a pena fazermos o esforço.

    A minha gravidez foi a parte fácil, agora o pós-parto é outra conversa. A fome que não tive na gravidez, tive-a toda no pós-parto. Mas isso é matéria para outro post.

    E vocês?

    Gravidez abençoada ou chata? Guardam boas recordações desse tempo ou nem por isso?

    Contem-me tudo nos comentários!

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